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Vocações espirituais e discipulado - Rolf J. Dietz - 12.06.2017

O discipulado e a vida cristã

(uma carta a todos os novos convertidos)

Rolf J. Dietz – jan 2017

1. Discipulado

Os novos convertidos eram denominados discípulos, e tinham a tarefa de APRENDER a FAZER TUDO o que Jesus ensinou (Mt 28.19-20). *Por favor confira os textos bíblicos, eles estão no final do documento.

Estas três palavras são importantes:

1. Aprender: discipulado é aprendizado, onde o conhecimento se transmite principalmente de duas maneiras: 1. Prática: vendo o exemplo de crentes mais experientes (os discípulos imitavam o comportamento de Jesus 1Co 11.1) e 2. Teórica (como os discípulos de Jesus ouviam seus ensinos durante 3,5 anos, e os apóstolos davam ensino – Paulo em Éfeso 3 anos At 20.31)

2. Fazer: o conhecimento adquirido não é “arte por amor à arte”, ou seja pelo prazer da aquisição de quantidades de conhecimento teórico, não! Mas colocá-lo em prática: este conhecimento visa transformação de vida diária.

3. Tudo: muito do que se chama discipulado no meio evangélico visa meramente dar ao novo convertido um conhecimento básico do que significa ser cristão, o que produz cristãos que permanecem suas vidas todas ou parte dela num raquitismo espiritual, uma „síndrome de Peter-Pan“. Biologicamente se espera que uma pessoa saudável atinja aos 18 anos de idade uma constituição mínima para ser denominado “adulto” (forte, autossuficiente, reprodutor e responsável), caso ele receba a alimentação, pratique exercícios (onde tombos acontecem naturalmente) e tenha os cuidados médicos corretos. Na vida espiritual acontece de modo similar: caso o novo convertido receba o alimento espiritual correto, pratique sua fé (falhas devido à imaturidade fazem parte nesta fase) e os cuidados de um conselheiro (Ef 4.11 gr poimenos), ele se desenvolverá no devido tempo a um cristão “adulto”, ou seja, com fé forte, autossuficiente e auto-reprodutora, responsável (pode-se contar com ele na Obra de Deus).

Devido ao conhecimento bíblico e experiência pastoral, ouso levantar a tese de que este tempo de amadurecimento (Sl 1.3; Hb 5.12) é de cerca de 3 a 4 anos, caso tudo corra bem. Como a maioria das igrejas não entendem estes princípios espirituais, não se preocupando com os novos convertidos, isto faz com que este tempo se estenda ou em muitos casos nunca venha a ser alcançado.

Ser um cristão maduro não significa ser livre de erros ou saber tudo, mas estar solidificado na fé (Cl 2.7), na Palavra de Deus e no seguir diariamente o toque suave do Espírito Santo. Erros e tropeços fazem parte do processo, o que não pode fazer parte do processo são pecados (Gl 5.19-21).

Por favor distinga também:
1. O que as pessoas acham que é erro e pecado, e

2. O que A Bíblia e o Espírito Santo acham que é erro e pecado. As pessoas se prendem a modelos exteriores, estando somente interessadas em ver o que tu és por fora. Mas Deus olha se no teu coração há reverência, temor, humildade, sede por Ele e Sua vontade.

Entenda também que enquanto Deus quer restaurar o pecador, o diabo quer condená-lo e destruí-lo, portanto não dê ouvidos ao inimigo. As pessoas naturais, sem Deus, julgam, condenam e humilham os outros, pois estão a serviço do diabo. A Palavra de Deus revela o pecado com o objetivo do arrependimento sincero, conversão e restauração (Sl 146.8).

Uma vez definido este prazo médio, citado anteriormente, devemos nos perguntar, quais os mínimos conteúdos e práticas a serem aprendidos pelo novo convertido para alcançar a referida maturidade. Minha sugestão:

Pré-discipulado: significado do Batismo (morrer e ressuscitar com Cristo) e Santa Ceia.

Ano 1. Firmeza na fé:
T(trimestre)1 – Doutrinas fundamentais
T2 – Práticas diárias, regulares
T3 – Espírito Santo
T4 – Lutas e vitórias, santificação

Ano 2. Conhecimento Bíblico:
T1 a T4 – Panorama ou mapeamento bíblico, de gênesis a apocalipse, livro por livro.

Ano 3. Igreja:
T1 – Doutrina das últimas coisas
T2 – Família
T3 e T4 – Trabalho para Jesus, primeiros passos neste sentido

2. Vocacionamento

Alcançada esta maturidade inicial (continuando na comparação acima, aonde um jovem de 18 anos ainda precisa escolher sua profissão, etc), Jesus passa para a fase de trabalho e realização (Mt 20.1; Lc 10.2; Jo 6.27; 2Tm 2.15; 1Co 3.13-15).

O capítulo 4 de Efésios é muito claro em afirmar, que cada crente individual (cheio do Espírito Santo, compare Ef 4.8 com At 2.33), sem exceção (veja as palavras “cada um de vós” v. 7 “todos” v.13 “todo o corpo... todas as juntas ... operação de cada parte”, v.16), é vocacionado por Cristo a agir a longo prazo em uma de cinco áreas (v. 11): missão (plantação de igrejas em outros locais), exortação, evangelismo, aconselhamento e ensino.

Na fase do discipulado o vocacionamento já está em ação (Lc 6.13: no momento em que Jesus chama seus discípulos ao mesmo tempo os denomina apóstolos, mesmo que o apostolado – envio – somente acontece mais tarde, Mc 16.15). A partir do momento em que se é cheio do Espírito Santo a vocação começa a acontecer. O verso de Efésios 4.16b (“segundo a justa operação de cada parte”) seria melhor traduzido por “na medida da capacidade de cada membro individual”. Assim como faz parte da educação sadia de crianças assumirem tarefas de responsabilidade sempre maior conforme o seu desenvolvimento, supervisionado pelos pais, na vida cristã acontece o mesmo: o novo convertido vai crescendo em sua ação na Obra de Deus, supervisionado por crentes mais avançados, os “aios espirituais” (1Co 4.15).

Na fase do discipulado duas coisas são importantes:

1. Estudar:
Esta é a tarefa do aluno! É fase de aprendizado! Aproveite ao máximo! Enfie a cara na Bíblia, aprenda o máximo que puder!

2. Praticar:
Tarefas práticas (na Obra) são experimentos (na linguagem educacional, um “estágio” Lc 10.1), com aprendizado, mas ainda não o trabalho definitivo. É natural uma criança quebrar uma xícara quando aprende a lavar louça, e não é por isso que vai dizer “quebrei uma xícara, por isso nunca mais vou lavar louça!”. Isto faz parte do aprendizado! Todos os homens de Deus dos tempos bíblicos cometeram seus erros, o que não é louvável, mas nos ensina que Deus está mais interessado em nossos avanços que nos tropeços. Quem fica parado por medo de tropeçar nunca chega a lugar nenhum, e mesmo quando tropeçamos aprendemos alguma coisa (“o cair é do homem, mas o levantar é de Deus”, “toda experiência é uma boa experiência”): confiar mais em Deus e menos em nós mesmos, etc.

Um seguidor de Jesus Cristo nunca pára de aprender. Assim como alguém que, depois de se formar na faculdade, continua aprendendo coisas novas e ampliando seu conhecimento (mas nem por isso se autodenominando “estudante” para sempre), também na vida cristã continuamos aprendendo até morrer, sem, no entanto, nos denominamos para sempre “novo convertido” ou “discípulo”.

Os 12 principais seguidores de Jesus não foram mais denominados “discípulos” em períodos posteriores em Atos e nas cartas, mas exclusivamente apóstolos (Tt 1.1), evangelistas (At 21.8), mestres (Tg 3.1), pastores (Hb 13.7) e profetas (1Co 14.29) e pregadores (2Tm 1.11) Não é correto alguém permanecer sendo novo convertido para sempre (Hb 5.12), mas deve atingir maturidade e produzir frutos para Deus (Jo 15.1-8) no tempo certo. Assim como a videira precisa no mínimo 3 anos para começar a produzir frutos, do mesmo modo antes da plenitude espiritual há um tempo de crescimento, que denominanos discipulado.

Qual a altura máxima de um prédio? Qual o potencial máximo de um cristão? Um prédio somente pode ser construído até um determinado número de andares, o qual é determinado pelo tipo de fundamento lançado. Um novo convertido deveria sentir o desejo de, depois de alguns anos, poder olhar para trás e ver que lançou um fundamento profundo e sólido em sua vida espiritual (Lc 6.48 cavou fundo!), para mais a frente, poder servir a Jesus com todo seu potencial (Mt 25.14-29).


 

A paz do Senhor Jesus seja contigo!


 

Textos citados

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mateus 28.19-20)

SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo. (1 Coríntios 11.1)

Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós. (Atos 20.31)

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, (Efésios 4.11)

Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. (Salmos 1.3)

Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. (Hebreus 5.12)

Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. (Colossenses 2.7)

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, 20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. (Gálatas 5.19-21)

O SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos; (Salmos 146.8)

PORQUE o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. (Mateus 20.1)

E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. (Lucas 10.2)

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou. (João 6.27)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Timóteo 2.15)

A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 14 Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. 15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. (1 Coríntios 3.13-15)

Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. (Efésios 4.8)

De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. (Atos 2.33)

Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. (Efésios 4.7)

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, (Efésios 4.13)

Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor. (Efésios 4.16)

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores* e doutores, (Efésios 4.11) *Aconselhamento pastoral, pastor de almas

E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: (Lucas 6.13)

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. (Marcos 16.15)

Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor. (Efésios 4.16)

Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. (1 Coríntios 4.15)

E DEPOIS disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. (Lucas 10.1)

PAULO, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, (Tito 1.1)

E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. (Atos 21.8)

MEUS irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo. (Tiago 3.1)

Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. (Hebreus 13.7)

E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. (1 Coríntios 14.29)

Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios. (2 Timóteo 1.11)

Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. (Hebreus 5.12)

EU sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2 Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3 Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. 4 Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. 5 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. 7 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. 8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. (João 15.1-8)

É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha. (Lucas 6.48)

Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. 15 E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. 16 E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. 17 Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. 18 Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19 E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles. 20 Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. 21 E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 22 E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. 23 Disse-lhe o seu SENHOR: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24 Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; 25 E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. 26 Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? 27 Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. 28 Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. 29 Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. (Mateus 25.14-29)